segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A janela


Quando eu era criança adorava olhar pela janela o movimento da rua em tardes chuvosas. Em dias monótonos, dividia meu tempo entre escrever, desenhar (na verdade tentar imitar os quadros da minha avó), e observar as pessoas, a chuva caindo nas árvores, o que acabava permitindo que os meus pensamentos voassem longe. Nesse dias surgiam ideias mirabolantes e mais motivos para aproveitar o momento dentro de casa.

Nesta segundona não foi diferente, cheguei em casa com uma garoa fria e após colocar as minhas coisas no quarto fui até a janela da copa e lá fiquei observando a avenida. A avenida que antes era tão grande e me parecia mais interessante. As árvores continuam ali, as pessoas com certeza não são mais as mesmas, mas a tranqüilidade de um feriado permitiu que o movimento fosse mais lento.

A gente sente uma nostalgia ao perceber como nossos olhares mudam com o passar do tempo e como aos poucos certos hábitos tornam-se mais escassos.

A tarde também passou rápido, com direito a “Sessão da Tarde” e pipoca, como antigamente. Um cochilo, é claro, não poderia faltar! Assim, terminou a minha tarde.

E amanhã é dia de voltar à rotina!

Acaso


Gosto do acaso, das coisas não planejadas... da surpresa!
Porque esperar por algo que pode ou não acontecer?

Sofrer por antecipação...


Prefiro o inesperado do que a certeza, o concreto...
Para que a convencionalidade? Só por segurança?!
Do que adianta, se estamos frágeis do mesmo jeito!


O interessante é o surpreendente, mostrar que estamos vivos, ter motivos para justificar os batimentos cardíacos, a respiração...
A vida não tem graça, se não tem aventuras...
E do que adianta viver, se não tem graça?


Não acredito que tudo seja premeditado, uma conspiração ou qualquer coisa parecida

Acredito que as situações nos levam a escolhas e as escolhas até o ponto em que nos encontramos


Prefiro não ter ilusões do daqui a pouco e sentir intensamente o hoje

Prefiro o agora e não o que está por vir!